Aquí podrás ver una muestra de nuestras traducciones

Poema

{ vivas en el contemporáneo }
de Bárbara Esmenia.


 

[Original]
(Portugués)

{ vivas no contemporâneo }

a gente podia
tá tudo agora envolvida
umas em cima das outras
algumas nos lados
várias embaixo
tantas ao longe observando como é bonito demais
e
como acender essa vela aqui
faz bem pra contemplar
essa cena privilegiada

a gente podia
voltar naquela noite
e contar de verdade
em quantas estávamos
quando
chegaram mais duas
e
perdemos contagem
na memória café da manhã ainda juntas
[alguém disse oito,
mas a gente se lembra
que éramos ímpar]

e quem se importa com números?

a gente podia
voraz
como naquele poema
"não há nada" (nothing),
de Cheryl Clarke
- que foi onde eu descobri
que "comer-lhe o cu"
e
"chupá-la na frente de sua outra amante",
e
"mostrar-lhe o prazer no perigo"
e
"deixá-la ver eu comer minha outra amante"
tinha nada que ver com
monogamia
e
bem podiam ser versos de poesia
e
me fez saber muito mais
de possibilidades
grupais
- e escritas poéticas -
que
aqueles sonetos barrocos aprendidos na escola

a gente podia
seguir assim dia a dia
no desapego mesmo
sem acorrente
sem possessão
sem as merdas todas

só um grupinho amante
que se deseja|gosta|ama|trepa
e
se dá|sente prazer nesse agora

vivas no contemporâneo

[tradução dos versos de Cheryl Clarke, entre aspas, é de Thamires Zabotto]

[Traducción Urgas]
(Español)

{ vivas en el contemporáneo }

nosotras podríamos
estar todas ahora enredadas
unas arriba de otras
algunas a los acostados
varias abajo
tantas alejadas observando cómo es demasiado bonito
y
cómo prender esta vela acá
hace bien para contemplar
esta escena privilegiada

nosotras podríamos
volver hacia aquella noche
y verdaderamente contar
en cuántas estábamos
cuando
llegaron dos más
y
perdimos la cuenta
en la memoria desayuno todavía juntas
[alguien dijo ocho,
pero recordamos
que éramos impar]

¿y a quién le importa los números?

nosotras podríamos
voraz
como en aquel poema
“no hay nada” (nothing)
de Cheryl Clarke
-dónde descubrí
que “comerle el culo”
y
“chuparla delante de su otra amante”
y
“mostrarle el placer en el peligro”
y
“dejar que me vea coger a mi otra amante”
tenía nada que ver con
monogamia
y
bien podrían ser versos de poesía
y
me hizo saber mucho más
de posibilidades
grupales
-y escritas poéticas-
que aquellos sonetos barrocos aprendidos en la escuela

nosotras podríamos
seguir así día a día
en el desapego mismo
sin la corriente
sin posesión
sin las mierdas todas

apenas un grupito amante
que se desea|gusta|ama|coge
y
se dá|siente placer en este ahora

vivas en el contemporáneo

[Entre comillas versos de Nothing, de Cheryl Clarke]


Resumen Académico #1

“Color de las Oprimidas: Colectivo Madalena Anastácia cómo Movimiento Feminista Negro Educador”.
De Rachel Nascimento da Rocha.


 

[Original]
(Portugués)

“Cor das Oprimidas: Coletivo Madalena Anastácia como Movimento Feminista Negro Educador”

Os movimentos sociais têm produzido conhecimentos e têm educado a própria escola e a sociedade em geral para uma convivência mais humana e igualitária. Como parte desses movimentos, temos o Coletivo Madalena Anastácia, grupo de mulheres negras artivistas que pesquisa raça e gênero em perspectiva interseccional. Sendo assim, nosso principal objetivo com este trabalho é investigar de quais formas esse coletivo de praticantes de Teatro das Oprimidas (metodologia que visa combater opressões através da criação de estéticas feministas) potencializa as discussões sobre racismo e sexismo, em especial na rede Ma(g)dalena Internacional. Quais saberes têm adquirido e produzido com esses processos educativos não formais? Para tanto, desenvolvemos uma Pesquisa Artivista, a partir do relato de experiência da atuação do Coletivo Madalena Anastácia, bem como de uma investigação que busca identificar que contribuições educativas este grupo tem agregado ao Teatro das Oprimidas e à discussão interseccional.

[Traducción Urgas]
(Español)


Los movimientos sociales han producido conocimientos y han educado a la escuela misma y a la sociedad en general para una convivencia más humana e igualitaria. Como parte de estos movimientos, tenemos al Colectivo Madalena Anastácia, un grupo de mujeres negras artivistas que investigan la raza y el género desde una perspectiva interseccional. Por lo tanto, nuestro objetivo principal con este trabajo es investigar de qué maneras este colectivo de practicantes del Teatro de las Oprimidas (metodología que tiene como objetivo combatir opresiones mediante la creación de estéticas feministas) potencia las discusiones sobre el racismo y el sexismo, especialmente en la red Ma(g)dalena Internacional. ¿Qué conocimientos ha adquirido y producido con estos procesos educativos no formales? Con este fin, desarrollamos una Investigación Artivista, basada en el relato de la experiencia de actuación del Colectivo Madalena Anastácia, así como una investigación que busca identificar qué contribuciones educativas ha hecho este grupo al Teatro de las Oprimidas y a la discusión interseccional.


Resumen Académico #2

 

[Original]
(Portugués)

As Louças de Vovó, o Prato do Garimpeiro, a Altura dos Olhos e Nuvens; Abelhas, Formigas, Seleção e Seletividade; Patrimônio, Fratrimônio, a Casa da Princesa do Seu Tição e o Museu do Djhair; a Cabeça da Medusa, Árvores, Rizomas, Afetos, Afetividades e Bem Viver; Coleções, Acervos, Musgo e outras performances museais.

Girlene Chagas Bulhões, Universidade Federal de Goiás (UFG); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG); Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)

RESUMO: Provocado por Rafael Muniz, museólogo carioca residente em Florianópolis, a quem conheci em Goiás e ao qual desde já agradeço, neste texto apresento intensidades que me afetam no campo dos museus e da museologia: algumas maneiras pelas quais promovemos divergências de classes[1] em algumas das suas performances e alguns motivos porque quando subalternizad@s e discriminad@s ocupam os seus espaços, quase sempre estão fazendo um papel menor ou um papel pior[2]. A partir das âncoras apresentadas como título, converso com produtoras e produtores de conhecimentos vindas e vindos das periferias e da Academia, especialmente autoras e autores pós-estruturalistas, das chamadas “filosofias das diferenças”.

__________________________
[1] Referência a uma frase da epígrafe deste artigo.
[2] Referência à frase do refrão da música História do Brasil, lançada no álbum Reggae Resistência (1988), de Edson Gomes.

[Traducción Urgas]
(Inglés)

The Grandmother’s Dinnerware, the Prospector’s Plate, the Eyes and Clouds’ Height; Bees; Ants; Selection and Selectivity; Patrimony and Fratrimony, Mr. Tição’s Princess’ House and the Djhair’s Museum; Medusa’s Head, Trees, Rhizome, Affections, Affectivity and Good Living; Collections, Heaps, Moss and other museum’s performances.

Girlene Chagas Bulhões, Universidade Federal de Goiás (UFG); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG); Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)

ABSTRACT: Provoked by Rafael Muniz, a carioca museologist living in Florianópolis who I met in Goiás and to which I thank in advance, in this text I introduce intensities that affect me in the museums and museology’s field: some manners in which we promove class divergences[1] in some of your performances and some reasons why subalternized and discriminated when occupying theirs places are often making a smaller and inferior role[2]. From the anchors presented as title I speak with producers of knowledge from the suburbs and the Academe specially pro-structuralists authors from the “philosophies of difference”.

__________________________
[1] Reference to a sentence in the heading of this article.
[2] Reference to a sentence of the music chorus História do Brasil released in the album Reggae Resistência (1988) by Edson Gomes.



También pueden encontrar algunos de nuestros trabajos en los siguientes enlaces:

Traducción de publicaciones español-portugués para el Fondo de Acción Urgente América Latina y Caribe en Colombia:
Fondo de Acción Urgente

Traducción del reportaje “Uniendo tradición y tecnología: Mujeres indígenas lideran enfrentamiento a la pandemia”:
Traducción al español
Original (Portugués)

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